LER/DORT

São definidas como lesões musculares e/ou de tendões e/ou de fascias e/ou de nervos nos membros superiores ocasionadas pela utilização biomecanicamente incorreta dos mesmos, que resultan em dor, fadiga, queda da performace no trabalho, incapacidade temporária, e conforme o caso podem evoluir para uma síndrome crônica, nesta fase agravada por fatores psíquicos ( no trabalho ou fora dele) capazes de reduzir o limiar de sensibilidade do indivíduo.

As lesões mais freqüentes são: Tenossinovite de flexores eextensores do punho e dedos, doença de De Quervain, Síndrome do Túnel do Carpo, epicondilites (cotovelos),tendinite do músculo Supra – espinhoso e Fibromialgia dos músculos trapézio e esternocleidomastoideo.

Uma característica importante destas lesões é o seu caráter cumulativo. São lesões crônicas, que se acentuam em períodos de maior sobrecarga de trabalho, sendo de extrema importância os períodos de descanso ( pausas ), para a recuperação dos te-cidos envolvidos.

Existem trabalhos conclusivos sobre LER/DORT que evidenciam queixas relacionadas ao trabalho, em empresas com bom ambiente de trabalho, e nas quais em que o risco de lesões não é considerado crítico.

Houve uma incidência de 19% de lesões,associadas ao esforço excessivo e depois a repetitividade.

FATORES CONTRIBUTIVOS

  • Força
  • Repetitividade
  • Posturas viciosas do membro superior(ombros elevados, braço acima do nível do membro, antebraço fletido, antebraço supinado, extensão do punho, flexão do punho, desvio ulnar do punho, braços sem sustentação).
  • Compressão mecânica
  • Inter-relação dos 4 fatores

OUTROS FATORES

  • Vibração
  • Frio
  • Sexo Feminino
  • Postura estática do corpo
  • Tensão no trabalho (ritmo)
  • Desprazer
  • Traumatismos anteriores
  • Atividades anteriores
  • Perfil psicológico

FASES – 1, 2, 3, 4

O processo inflamatório de músculos e tendões pode evoluir de forma aguda ou crônica. Quando há um período de inflamação aguda, essa geralmente tem a duração de até 72 horas, se não for agravada pela manutenção dos fatores causais. Cessada a inflamação aguda, segue-se a fase de reparação, que pode durar de 48 horas a 6 semanas.
Finalmente, numa evolução favorável, vem a fase de remodelação, que pode durar de 3 semanas a 12 meses.